Trata-se de ação de indenização por danos morais em que a Parte Requerente busca a reparação pelos transtornos experimentados em virtude da prática de overbooking promovida pela Parte Requerida no âmbito de uma relação de consumo decorrente de contrato de transporte aéreo, situação que resultou na preterição de embarque, atraso e sérios abalos emocionais, estando demonstrada a falha na prestação do serviço, a vulnerabilidade do consumidor e a necessidade de proteção jurídica, razão pela qual a Parte Requerente fundamenta seu pedido na responsabilidade objetiva prevista no Código de Defesa do Consumidor, com requerimento de concessão dos benefícios da justiça gratuita, inversão do ônus da prova, tramitação sob o Juízo 100% Digital e expressa manifestação de desinteresse na realização de audiência de conciliação, buscando o reconhecimento do direito à indenização pelos danos morais sofridos.
AO JUÍZO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE (NOME DA COMARCA – ESTADO).
(NOME COMPLETO DA PARTE REQUERENTE), (nacionalidade), (estado civil ou existência de união estável), (profissão), (filiação), portador(a) da Carteira de Identidade nº (informar), inscrito(a) no CPF sob o nº (informar), residente e domiciliado(a) na (Rua), (número), (Bairro), (Cidade), (Estado), (CEP), usuário(a) do endereço eletrônico (e-mail), por seu advogado que esta subscreve (Doc. Anexo), cujo endereço eletrônico é (e-mail), com escritório profissional na (Rua), (número), (Bairro), (Cidade), (Estado), (CEP), onde recebe notificações e intimações, vem, respeitosamente, perante este Juízo, propor a presente AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS DECORRENTES DE OVERBOOKING EM CONTRATO DE TRANSPORTE AÉREO C/C PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA, em face de (NOME COMPLETO DA PARTE REQUERIDA), pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº (informar), com sede na (Rua), (número), (Bairro), (Cidade), (Estado), (CEP), na pessoa de seus representantes legais, pelas razões de fato e de direito a seguir aduzidas.
1. DOS FATOS
A Parte Requerente adquiriu passagem aérea junto à Parte Requerida, com previsão de embarque para o dia __/__/____, partindo do aeroporto localizado em ____/UF com destino final em ____/UF, conforme comprovante de compra anexo. Na data programada, a Parte Requerente compareceu ao local de embarque com a devida antecedência, munida dos documentos exigidos, estando apta a realizar a viagem contratada.
Ocorre que, ao realizar o check-in, foi surpreendida com a informação de que não poderia embarcar no voo originalmente contratado, em razão da prática de overbooking, situação em que a empresa aérea vende passagens em número superior à capacidade da aeronave. A Parte Requerente foi forçada a aguardar por novo embarque, sendo realocada em voo subsequente, com atraso de aproximadamente __ horas, fato que comprometeu integralmente seu planejamento e compromissos pessoais.
Em razão do constrangimento, desconforto e da demora excessiva para o reembarque, a Parte Requerente buscou solucionar a situação de forma administrativa. Em __/__/____, formalizou reclamação junto ao Serviço de Atendimento ao Consumidor da Parte Requerida, sob protocolo nº ____, relatando a falha na prestação do serviço e requerendo reparação pelos transtornos experimentados. Não obstante a tentativa de composição amigável, a Parte Requerente não obteve resposta satisfatória, sendo mantida a negativa de responsabilidade pela situação vivenciada.
2. DO DIREITO
2.1. DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA NAS RELAÇÕES DE CONSUMO
A responsabilidade civil na relação entre consumidor e fornecedor é objetiva, nos termos do artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor, impondo-se independentemente da existência de culpa a obrigação de reparar os danos causados pela falha na prestação dos serviços. Essa modalidade de responsabilidade decorre da teoria do risco da atividade, segundo a qual aquele que aufere lucro com a prestação de determinado serviço deve suportar os ônus decorrentes de sua falha.
No caso concreto, resta evidenciado que a Parte Requerente firmou contrato de transporte aéreo com a Parte Requerida, confiando que a prestação do serviço seria realizada de maneira segura, pontual e eficiente. Todavia, em razão do overbooking praticado pela Parte Requerida, houve preterição injustificada do embarque, o que configura inequívoca falha na prestação do serviço contratado.
2.3. DO DANO MORAL DECORRENTE DE OVERBOOKING
O dano moral, em casos de overbooking, é presumido, decorrendo do próprio fato da preterição de embarque e da violação da dignidade do consumidor. A prática abusiva de vender mais passagens do que a capacidade da aeronave, frustrando o legítimo direito do passageiro ao transporte contratado, configura situação de aflição, angústia e constrangimento que ultrapassa o mero aborrecimento cotidiano, ensejando a reparação pecuniária.
O Superior Tribunal de Justiça consolidou entendimento de que o dano moral decorrente de overbooking é in re ipsa, prescindindo de prova do prejuízo, por se tratar de violação direta a direitos da personalidade. No mesmo sentido, a jurisprudência colacionada demonstra a obrigação de reparação:
"Com efeito, conforme consta do referido acórdão, do STJ, o dano moral oriundo de overbooking decorre do indiscutível constrangimento e aflição a que foi submetido o passageiro e da própria ilicitude do fato, caracterizando dano in re ipsa. (AgRg no AREsp 478.454/RJ, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 08/04/2014, DJe 25/04/2014)".
Além disso, destaca-se decisão recente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, em caso semelhante:
"JUIZADO ESPECIAL. DIREITO DO CONSUMIDOR. TRANSPORTE AÉREO. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. OVERBOOKING. DANO MORAL CONFIGURADO. QUANTUM MANTIDO. PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE. SENTENÇA MANTIDA. (...) Em virtude da ocorrência de overbooking (preterição de embarque em virtude de venda de bilhetes além da capacidade da aeronave), a parte autora/recorrida foi realocada para voo com embarque 4 horas após o originalmente contratado, chegando com atraso de 5 horas ao seu destino. (...) Com efeito, conforme consta do referido acórdão, do STJ, o dano moral oriundo de overbooking decorre do indiscutível constrangimento e aflição a que foi submetido o passageiro e da própria ilicitude do fato, caracterizando dano in re ipsa. (AgRg no AREsp 478.454/RJ, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 08/04/2014, DJe 25/04/2014)."
6. DA CONCLUSÃO E DOS PEDIDOS
Ante o exposto, a Parte Requerente, REQUER:
a) Assistência Judiciária Gratuita – Seja concedido à Parte Requerente o benefício da justiça gratuita, nos termos do artigo 98 do Código de Processo Civil, por não possuir condições de arcar com as custas processuais e honorários advocatícios sem prejuízo do próprio sustento.
b) Citação da Parte Requerida – Seja determinada a citação da Parte Requerida, no endereço constante da inicial, para que, querendo, apresente defesa no prazo legal, sob pena de revelia e confissão quanto à matéria de fato.
c) Inversão do Ônus da Prova – Seja determinada a inversão do ônus da prova, nos termos do artigo 6º, inciso VIII, do Código de Defesa do Consumidor, diante da hipossuficiência técnica da Parte Requerente e da verossimilhança das alegações apresentadas.
d) Audiência de Conciliação – Seja expressamente dispensada a realização de audiência de conciliação ou mediação, tendo em vista a natureza da lide e a manifesta ausência de interesse na composição amigável, nos termos do artigo 334, §4º, inciso II, do Código de Processo Civil.
Consumidor / Petição Inicial
Trata-se de ação judicial proposta por consumidor que celebrou contrato com a Parte Ré para fornecimento e instalação de usina fotovoltaica, com o objetivo de compensar integralmente o consumo de energia elétrica das unidades beneficiárias. Contudo, a Parte Ré entregou produtos divergentes dos contratados, tanto em qualidade quanto em quantidade, além de não assegurar a compensação prometida. Tal falha gerou cobranças indevidas de energia elétrica, causando prejuízos financeiros e transtornos significativos à Parte Autora, que requer a tutela de urgência para reparação imediata, a substituição dos produtos e a compensação de energia de acordo com o pactuado, bem como a condenação da Parte Ré por danos materiais e morais.
VisualizarConsumidor / Petição Inicial
Trata-se de ação de rescisão contratual cumulada com repetição de indébito, nulidade de cláusula abusiva e pedido de indenização por danos morais, movida em face da Parte Ré, uma vez que, apesar da celebração do contrato de prestação de serviço, a Parte Autora sofreu recorrentes falhas na execução do serviço, além de cobranças indevidas e abusivas. A Parte Autora tentou, por diversas vezes, solucionar administrativamente o problema, acionando órgãos reguladores como a ANATEL e o PROCON, sem sucesso. Diante da omissão da Parte Ré e da persistência das cobranças indevidas, torna-se necessária a intervenção do Judiciário para garantir a rescisão contratual sem ônus, a devolução dos valores pagos indevidamente, a declaração de nulidade das cláusulas abusivas e a reparação pelos danos sofridos, com a concessão de tutela de urgência para suspensão imediata das cobranças.
VisualizarConsumidor / Petição Inicial
Trata-se de ação de indenização por danos materiais e morais, ajuizada pela Parte Autora em razão da falha na prestação de serviços da instituição financeira Ré, que permitiu a realização de transação fraudulenta em cartão de crédito, resultando na cobrança indevida de valores e na recusa do estorno mesmo após a contestação administrativa. A Parte Autora, hipossuficiente na relação de consumo, busca o reconhecimento da responsabilidade objetiva da Ré, nos termos do Código de Defesa do Consumidor, bem como a devolução em dobro dos valores pagos indevidamente, conforme determina o artigo 42, parágrafo único, do CDC. Além disso, pretende a condenação da Parte Ré ao pagamento de indenização por danos morais, diante do abalo emocional e da violação de seus direitos enquanto consumidora, requerendo ainda a inversão do ônus da prova.
VisualizarConsumidor / Petição Inicial
Trata-se de ação cautelar de exibição de documentos em que a Parte Autora busca compelir a Parte Ré a apresentar o contrato que supostamente embasa a restrição creditícia registrada indevidamente em seu nome. A negativa reiterada da Parte Ré em fornecer o documento solicitado impede a Parte Autora de verificar a regularidade da dívida imputada, violando o direito à informação garantido pelo Código de Defesa do Consumidor. Diante da omissão injustificada, impõe-se a intervenção judicial para garantir o acesso à documentação essencial e viabilizar a adoção das medidas cabíveis. Além disso, busca-se a fixação de multa diária para o caso de descumprimento da ordem judicial, a fim de assegurar a efetividade da tutela jurisdicional.
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