Trata-se de ação de rescisão contratual cumulada com pedido de restituição de quantias pagas e indenização por danos materiais e morais, ajuizada pela Parte Requerente em face da Parte Requerida, em razão do atraso injustificado na entrega do imóvel adquirido no âmbito de relação de consumo, ocasionando prejuízos financeiros, frustração de expectativa legítima e abalos emocionais, fundamentando-se nos princípios do Código de Defesa do Consumidor e do Código Civil, com pleito de concessão de tutela de urgência para a suspensão das cobranças contratuais, além de adesão ao juízo 100% digital e manifestação expressa de interesse na audiência de conciliação visando à composição amigável da lide.
AO JUÍZO DA VARA CÍVEL DA COMARCA DE (NOME DA COMARCA – ESTADO).
(NOME COMPLETO DA PARTE REQUERENTE), (nacionalidade), (estado civil ou existência de união estável), (profissão), (filiação), portador da Carteira de Identidade nº (informar), inscrito no CPF sob o nº (informar), residente e domiciliado na (Rua), (número), (Bairro), (Cidade), (Estado), (CEP), usuário do endereço eletrônico (e-mail), por seu advogado que esta subscreve (Doc. Anexo), cujo endereço eletrônico é (e-mail), com escritório profissional na (Rua), (número), (Bairro), (Cidade), (Estado), (CEP), onde recebe notificações e intimações, vem, respeitosamente, perante este Juízo, propor a presente AÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL C/C RESTITUIÇÃO DE QUANTIAS PAGAS E INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA em face de (NOME COMPLETO DA PARTE REQUERIDA), pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº (informar), com sede na (Rua), (número), (Bairro), (Cidade), (Estado), (CEP), na pessoa de seus representantes legais, pelas razões de fato e de direito a seguir aduzidas.
1. DOS FATOS
Em __/__/____, a Parte Requerente firmou Instrumento Particular de Promessa de Compra e Venda com a Parte Requerida, referente ao imóvel localizado no empreendimento denominado ____, apartamento nº ____, Torre ____, situado em ____, no valor de R$ ____,__ (____), conforme contrato nº ____ devidamente assinado pelas partes. O compromisso de compra e venda previa a entrega do imóvel até a data de __/__/____, com previsão de prazo adicional de tolerância de 180 dias, conforme estipulado na cláusula contratual respectiva.
Ocorre que, mesmo decorrido o prazo de tolerância que findou-se em __/__/____, a Parte Requerente não obteve a entrega do imóvel, restando evidenciado o inadimplemento contratual da Parte Requerida. Durante o período subsequente, a Parte Requerente procurou, de forma extrajudicial, solucionar a questão, inclusive buscando esclarecimentos junto aos canais de atendimento disponibilizados pela Parte Requerida, sem sucesso.
Em __/__/____, a Parte Requerente formalizou reclamação administrativa junto ao SAC da Parte Requerida, registrada sob o protocolo nº ____, requerendo providências imediatas para a entrega do imóvel ou a rescisão contratual com devolução integral dos valores pagos. Entretanto, a resposta obtida em __/__/____ limitou-se a justificar o atraso com alegações genéricas de dificuldades operacionais, sem indicação de prazo concreto para solução do problema, revelando a indisposição da Parte Requerida em cumprir as obrigações assumidas contratualmente.
2. DO DIREITO
2.1. DA RESPONSABILIDADE DA PARTE REQUERIDA
A relação jurídica estabelecida entre a Parte Requerente e a Parte Requerida é regida pelas normas protetivas do Código de Defesa do Consumidor, conforme artigos 2º e 3º da Lei nº 8.078/90. A Parte Requerente, na qualidade de consumidora final, adquiriu o bem para fins residenciais, enquanto a Parte Requerida, na condição de fornecedora, ofereceu e comercializou o imóvel, enquadrando-se no conceito legal de prestadora de serviços.
Restando configurada a hipossuficiência da Parte Requerente, bem como o fornecimento de produto e serviço pelo fornecedor, é plenamente aplicável a teoria da responsabilidade objetiva, prevista no artigo 14 do CDC, que impõe ao fornecedor o dever de responder pelos danos causados ao consumidor, independentemente da existência de culpa. Ademais, a responsabilidade do fornecedor é solidária nos termos do artigo 7º, parágrafo único, e artigo 25, §1º, ambos do Código de Defesa do Consumidor.
No caso concreto, a Parte Requerente firmou contrato de promessa de compra e venda do imóvel no empreendimento denominado ____, localizado em ____/UF, em __/__/____, mediante pagamento de prestações regulares no valor de R$ ____,__ (____), além da quitação de taxas acessórias exigidas pela Parte Requerida. O instrumento contratual estabelecia a entrega do imóvel até a data de __/__/____, com prazo de tolerância de 180 dias.
Decorrido o prazo estipulado, a Parte Requerida não cumpriu sua obrigação essencial, qual seja, a entrega do bem, frustrando a expectativa legítima da Parte Requerente, que, além de adimplir integralmente suas obrigações, permaneceu à mercê de incertezas quanto à finalização da obra. Tal conduta configura manifesta violação à boa-fé objetiva e ao dever de informação previstos nos artigos 4º, inciso III, 6º, incisos III e IV, e 31 do Código de Defesa do Consumidor.
2.4. DOS DANOS MORAIS
O inadimplemento contratual da Parte Requerida, caracterizado pelo atraso injustificado na entrega do imóvel, extrapolou os limites do mero aborrecimento, configurando grave violação aos direitos da personalidade da Parte Requerente. A frustração do projeto de vida de possuir a casa própria, a angústia decorrente da instabilidade residencial, a perda de qualidade de vida e os transtornos emocionais sofridos representam dano moral indenizável, nos termos do artigo 5º, inciso X, da Constituição Federal, que assegura a inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas.
Conforme estabelece o artigo 6º, inciso VI, do Código de Defesa do Consumidor, é direito básico do consumidor a efetiva prevenção e reparação dos danos morais. A conduta negligente da Parte Requerida rompeu a confiança legítima depositada pela Parte Requerente, que, ao longo do período de mora, teve de lidar com a incerteza quanto ao futuro, com a sobrecarga financeira e com a insegurança habitacional.
3. DA JUSTIÇA GRATUITA
A Parte Requerente postula a concessão dos benefícios da Justiça Gratuita, nos termos do artigo 98 e seguintes do Código de Processo Civil, tendo em vista que não possui condições financeiras de arcar com o pagamento das custas processuais e honorários advocatícios sem prejuízo do próprio sustento ou de sua família.
A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5º, inciso LXXIV, garante a assistência jurídica integral e gratuita a todos aqueles que comprovarem insuficiência de recursos. Trata-se de direito fundamental que assegura o pleno acesso à jurisdição e a efetividade da tutela jurisdicional.
A Parte Requerente encontra-se em situação de hipossuficiência econômica, fato que a impede de suportar as despesas do processo sem comprometer as necessidades básicas de sobrevivência. A simples afirmação de pobreza, para os fins legais, goza de presunção relativa de veracidade, conforme entendimento consolidado na legislação vigente e na jurisprudência dos Tribunais Superiores, dispensando a produção de prova documental prévia, salvo impugnação fundamentada.
6. DA CONCLUSÃO E DOS PEDIDOS
Ante o exposto, a Parte Requerente, REQUER:
a) Assistência Judiciária Gratuita – Seja concedido à Parte Requerente o benefício da justiça gratuita, nos termos do artigo 98 do Código de Processo Civil, por não possuir condições de arcar com as custas processuais e honorários advocatícios sem prejuízo do próprio sustento.
b) Tutela Provisória de Urgência – Seja concedida a tutela de urgência, para suspender de imediato a exigibilidade de eventuais prestações futuras, interromper a cobrança de quaisquer valores relacionados ao contrato objeto da demanda, e resguardar a Parte Requerente contra a imposição de novas obrigações onerosas, preservando sua integridade financeira até decisão final.
c) Citação da Parte Requerida – Seja determinada a citação da Parte Requerida, para, querendo, apresentar resposta no prazo legal, sob pena de revelia e confissão quanto à matéria de fato, nos termos do artigo 344 do Código de Processo Civil.
d) Inversão do Ônus da Prova – Seja determinada a inversão do ônus da prova, em favor da Parte Requerente, nos termos do artigo 6º, inciso VIII, do Código de Defesa do Consumidor, diante da hipossuficiência técnica e da verossimilhança das alegações.
Consumidor / Petição Inicial
Trata-se de ação judicial proposta por consumidor que celebrou contrato com a Parte Ré para fornecimento e instalação de usina fotovoltaica, com o objetivo de compensar integralmente o consumo de energia elétrica das unidades beneficiárias. Contudo, a Parte Ré entregou produtos divergentes dos contratados, tanto em qualidade quanto em quantidade, além de não assegurar a compensação prometida. Tal falha gerou cobranças indevidas de energia elétrica, causando prejuízos financeiros e transtornos significativos à Parte Autora, que requer a tutela de urgência para reparação imediata, a substituição dos produtos e a compensação de energia de acordo com o pactuado, bem como a condenação da Parte Ré por danos materiais e morais.
VisualizarConsumidor / Petição Inicial
Trata-se de ação de rescisão contratual cumulada com repetição de indébito, nulidade de cláusula abusiva e pedido de indenização por danos morais, movida em face da Parte Ré, uma vez que, apesar da celebração do contrato de prestação de serviço, a Parte Autora sofreu recorrentes falhas na execução do serviço, além de cobranças indevidas e abusivas. A Parte Autora tentou, por diversas vezes, solucionar administrativamente o problema, acionando órgãos reguladores como a ANATEL e o PROCON, sem sucesso. Diante da omissão da Parte Ré e da persistência das cobranças indevidas, torna-se necessária a intervenção do Judiciário para garantir a rescisão contratual sem ônus, a devolução dos valores pagos indevidamente, a declaração de nulidade das cláusulas abusivas e a reparação pelos danos sofridos, com a concessão de tutela de urgência para suspensão imediata das cobranças.
VisualizarConsumidor / Petição Inicial
Trata-se de ação de indenização por danos materiais e morais, ajuizada pela Parte Autora em razão da falha na prestação de serviços da instituição financeira Ré, que permitiu a realização de transação fraudulenta em cartão de crédito, resultando na cobrança indevida de valores e na recusa do estorno mesmo após a contestação administrativa. A Parte Autora, hipossuficiente na relação de consumo, busca o reconhecimento da responsabilidade objetiva da Ré, nos termos do Código de Defesa do Consumidor, bem como a devolução em dobro dos valores pagos indevidamente, conforme determina o artigo 42, parágrafo único, do CDC. Além disso, pretende a condenação da Parte Ré ao pagamento de indenização por danos morais, diante do abalo emocional e da violação de seus direitos enquanto consumidora, requerendo ainda a inversão do ônus da prova.
VisualizarConsumidor / Petição Inicial
Trata-se de ação cautelar de exibição de documentos em que a Parte Autora busca compelir a Parte Ré a apresentar o contrato que supostamente embasa a restrição creditícia registrada indevidamente em seu nome. A negativa reiterada da Parte Ré em fornecer o documento solicitado impede a Parte Autora de verificar a regularidade da dívida imputada, violando o direito à informação garantido pelo Código de Defesa do Consumidor. Diante da omissão injustificada, impõe-se a intervenção judicial para garantir o acesso à documentação essencial e viabilizar a adoção das medidas cabíveis. Além disso, busca-se a fixação de multa diária para o caso de descumprimento da ordem judicial, a fim de assegurar a efetividade da tutela jurisdicional.
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